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domingo, 18 de dezembro de 2011

Antítese

Abro meus olhos. Meu primeiro pensamento é teu. Vejo o sol sendo filtrado pela cortina da janela reproduzir flores no guarda-roupa. Meu gato ronrona preguiçosamente ao pé da cama enquanto meu coração se parte. Choro copiosamente ao olhar para o lado e não te ver, por ainda sentir seu cheiro, por saber que você ainda está dentro de mim.
Como uma casca vazia me levanto, e assim como Brás Cubas, agradeço às minhas pernas por me levarem para baixo do chuveiro, e trocarem minha roupas e me levarem ao trabalho, porque não me dou conta de que faço estas coisas.
Paro, com medo, na frente do computador. Meu coração bate mais forte. Lá está você. Mostrando para o mundo como a vida é melhor sem mim. Como está tudo bem. Pergunto-me onde forma parar todas as suas dores, tão constantes, tão fortes e tão urgentes. E seus problemas com seus pais? Está tudo resolvido ou você reclama para outra os problemas que descarregava sobre mim?
Homem, teu nome é ingratidão e teu sobrenome é engano. Porque machucar um coração que só fez ser teu, que só quis mais de você? Lembro-me das coisas que você falava, de como fazia eu me sentir. E tudo isto para que? Para divertir-se me vendo sofrer.
Odeio-te. Odeio-te porque tua vida segue enquanto a minha acabou quando não me enxerguei mais nos teus olhos. Odeio-te porque fez a coisa mais desprezível que um ser humano pode fazer a outro, que é despertar um sentimento apenas para ter o prazer de matá-lo.
Mas, sobretudo, me odeio, por te amar além das minhas forças, por te querer acima de qualquer desejo, por te querer de volta apesar de tudo o que você me fez.
Odeio-me porque você ainda está em mim. Amo-te, porque você sou eu.

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