sábado, 22 de setembro de 2012
Em meus olhos verdes
Existem coisas inexplicáveis, isto, todo mundo sabe. Mas como se explica se atrair tanto pelo perigo, que se apresenta de uma maneira tão desejável?
Não sabemos exatamente como acontece, mas de fato, acontece. Não foi assim naquela noite de bebedeira em que te conheci? Na noite em que me apaixonei irremediavelmente, mesmo sabendo de todos os perigos que isto acarretava? Mesmo sabendo que corria perigo: Perigo de me perder, de perder a vida, a visão que as pessoas tinham de mim, e, mais ainda, como explicar que o meu maior medo era, de repente, te perder e nunca mais sentir o que senti aquela noite?
Aquela conexão de almas, de bocas e de corpos que acabou resultando em uma lembrança tão doce, que nunca se repetiu, mas que ficou impressa em mim como uma tatuagem.
A vida tem destas coisas mal explicadas, desta coisas erradas que fazemos sabendo que é errado e sabendo que nosso coração nos faz acreditar que é certo?
Como se jogar em um abismo sabendo que jamais se encontrará o fundo e ainda assim, sentir um prazer imenso ao faze-lo?
Um mês, um ano, uma vida, o que importa? O tempo parou da primeira vez em que me vi refletida em teus olhos, da primeira vez em que seus lábios tocaram os meus, da última vez que a luz se acendeu em meus olhos verdes, que você disse que eram mais profundo que o mar.
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário