
Às vezes me pego pensando no desconhecido, sinto como se estivesse me agarrando a ele como a um bote no oceano...penso que o desconhecido é tudo o que me resta, porque o que eu conheço acaba comigo tão facilmente como um vulcão destrói uma grande cidade.
Queria não ter que ser uma mulherzinha por natureza, queria não ter que sentir como eu sinto, queria poder ser fria, de pedra.
Parte de mim se sente deslocada no mundo, esta parte, que talvez seja a melhor, enxerga o mundo e as pessoas, tem sede de ajudar, sede de fazer algo a respeito, tem a necessidade de ver muito além de mim, de me abandonar, de me deixar de lado e correr para salvar a Terra, ainda que seja levando um pouco mais de Educação pra onde eu for.
A outra parte, aquela que sempre me espera na esquina, que me faz sair do eixo, ser impulsiva, passar minhas tardes e noites pensando em como seria a vida se eu tivesse quem amar, é o que me rasga todos os dias ao tentar acordar. E nem é preciso muito para que ela desperte...basta um caminho conhecido, uma lembrança de um tempo que foi tão bom, que faz com que todo o meu altruísmo caia por terra e tudo o que eu havia planejado, tudo o que eu havia desejado, toda a minha força e a pedreira que ergui no lugar do coração seja destruída e renasça como uma maldita fênix novamente.
Ser quem sou me cansa constantemente, me canso da imagem no espelho e da imagem que construo sobre mim todos os dias, me canso da inconstância e do meu egoísmo, canso, canso e fumo, fumo e bebo, bebo e a dor, a dor não passa nunca e a saudade, insiste em ser meu guia e o coração, o coração insiste em não ser meu.

Agora mais do que nunca estou apostando no desconhecido tbm,pq descobri que o que eu sempre sonhei não é o melhor pra mim quando vivenciei!...
ResponderExcluir