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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Puta falta de sacanagem


Vou te contar uma coisa meu amigo leitor, uma coisa que está a 25 anos engasgada em minha garganta, algo que nunca compartilhei com ninguém, mas que sempre me feriu e me magoou profundamente. Sim, sim...estou falando pela minha paixão secreta.
Eu me lembro da primeira vez em que o vi: bermuda preta, cheia de bolsos, com aqueles coturnos pretos, a camiseta branca embaixo da camisa xadrez, os cabelos longos e aqueles olhos verdes, tão profundos que podiam ler minha alma... e a voz? Ahh aquela voz que parecia sussurrar em meus ouvidos, mesmo que vinda do fundo da alma, mesmo que gritada... toda aquela força, me fez abrir mão de minha antiga paixão, e olha que era uma coisa difícil... competir com os cabelos loiros e as calças apertadas e o colete de couro do Bon Jovi em plenos anos 90, missão quase impossível, mas ele o fez.
Quando vi o Eddie Vedder pela primeira vez eu soube, ele seria o amor da minha vida. Digo isso porque achei hoje uma anotação em uma agenda de quando eu tinha uns 9 anos e vi em uma página um coração, pintado com um lápis de cor, que guardava a inscrição: Gabriela e Eddie... forever!
Ah meu amigo leitor, leitor de todas as minhas dores, leitor de todas as minhas reclamações, eu precisava compartilhar isto com vocês. Precisava dizer que nenhum homem deveria ter sido mencionado nesse blog, porque nenhum deles chega aos pés do meu segundo amor, do meu Eddie, que me fez amar o rock, entende isto? Aquele dia em que vi Eddie na MTV pela primeira vez, mudou a minha vida e definiu a minha personalidade para sempre.
É uma sacanagem que eu não possa externar este amor, e olha que eu estive bem pertinho... agora eu entendo porque quase desmaiei em pleno Morumbi quando ele cantou "Black", e eu idiotamente, achando que era por causa de um reles mortal, quando na verdade, era meu coração se lembrando que eu havia jurado que o amaria para sempre!
Querem saber meus amigos... estou muito mais feliz agora que tenho o Eddie pra cantar todas em todas as minhas noites de insonia, do que quando tinha um babaca ocupando a cama ao meu lado!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A-L-E-S-S-A-N-D-R-A


Ela é toda perfeitinha, não conheço uma pessoa que tenha alguma reclamação a fazer sobre este pedacinho de complicação que Deus colocou na Terra.
Meio indecisa é verdade, mas não existe uma pessoa, que, ao vê-la com aquele uniforme branco, tenha a audácia de não respeitá-la. Poucas pessoas a conhecem de verdade, isso é um fato, mas também é um fato de que isto é, um pouco, uma estratégia: pra que mostrar quem você realmente é, para quem não tem a menor importância?
Ela demorou pra aceitar que algumas coisas na vida são mais complicadas que outras, nunca me perdoou por eu não tê-la convidado para ser minha madrinha de casamento (aliás, vamos combinar, foi melhor assim, você não iria querer apadrinhar uma coisa que não deu certo!) e gastou tanto tempo com coisas inúteis... Desperdiçou tanta energia pra encontrar uma felicidade, que só precisava que ela tomasse coragem de dar passo, para ser encontrada. E quer saber, ela deu, e foi lindo.
Eu sempre digo que tenho uma sorte enorme por conhecer anjos, conhece-la, foi uma dessas coisas, que eu só consigo chamar de presente de Deus, que a colocou bem ali, do lado da minha casa, uns dois meses antes de eu nascer. Ele sabia que eu ia precisar de alguém pra chorar junto comigo durante a TPM, fazer bolo de chocolate no meio da tarde, alguém pra ser uma irmã, uma irmã de verdade. E hoje, bem... Faz 26 anos que esta pessoa vem deixando seu brilho por onde passa e eu abro um parenteses nos meus assuntos cotidianos, nas minhas tristezas, nas coisas loucas da minha cabeça, pra dizer: Minha irmã, eu não lhe desejo nada mais do que tudo aquilo que você desejar conquistar! Que o mundo inteiro seja seu, pois ele cabe inteiro no seu coração. Passar a vida com você é, foi e será sempre, um prazer e uma honra!
EU TE AMO!


PS: Se depois desta você não me chamar pra ser madrinha... o bicho vai pegar!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Sexta-feira, Sexta-feira: por que me persegues?


A vida é mesmo uma coisa estranha. Já sentiu que tudo muda de um dia pro outro? Digo, uma revolução, de verdade?
Os meus textos deste mês foram tão pobres, de argumento, pontuação e tema, que eu até me envergonho, só não apago, porque gosto de me lembrar como sou patética, quando me lembro de certa pessoa patética! Pessoa patética que lê e recomenda meus textos! A vida têm mesmo essas ironias, estranhas e difíceis de entender, mas ela continua seguindo, não é mesmo?
E aqui estamos nós, em mais uma sexta-feira, linda, com o Sol radiante, com noites que prometem ser lindas e então me lembro: que perdi um mês inteiro da minha vida, sem me preocupar em ser feliz! E então, acontece aquela revolução, àquela, que precisava ter acontecido a um ano atrás: aquela ânsia por vestidos lindos e curtos, perfumes caros, cigarros importados, mãos, braços, bocas, cheiros, pescoços, camas. Essa vontade linda de viver que não está mais presa na minha cabeça louca, que passou um ano inteiro trocando tudo isto, por uma cama gelada, bebida suficiente pra derrubar um elefante e as músicas da Amy, minha pior droga, aliás.
Meus lindos, poucos e maravilhosos leitores, eu os convido a esta revolução! Vamos viver nossas vidas, vamos lá, o mundo está naquela esquina ali em frente, já dizia Belchior, vamos conquistá-lo, vamos torná-lo nosso!
Vamos pegar nossa tristeza e tudo aquilo que não me deixava em paz e mandar pro Inferno que é o lugar delas e vamos ver as cores, sentir os cheiros e viver essa porra dessa vida, que passa rápido pra caralho e te dá essa puta vontade de falar palavrão quando se está feliz!

=)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Moça


Ela anda na rua como um fantasma. Nada parece tirar ela do rumo, nada parece afetá-la, ninguém sabe que ela nem sente o vento que balança seus cabelos.
Quem a vê, com o livro na mão, sentada sobre a grama verde, não imagina a quantidade de revoluções que são travadas dentro dela. Não percebem a pergunta que grita em seus ouvidos em uma altura que a ensurdece, que a faz perder a razão às vezes: Por que não eu?
Essa pergunta a persegue por onde quer que ela vá, sempre, como uma sombra, um ruído inaudível, uma presença imperceptível. Apenas ela sofre, apenas ela sente, apenas ela ouve, mas quando ela olha os outros nos olhos, percebe que quase todos sentem a mesma coisa. Essa sensação de nunca ser escolhido para nada, de ser sempre o segundo plano, sempre aquilo que é deixado para trás e mais, muito mais do que isto, se acostumar a ser assim, porque foi a única opção que a vida ofereceu, era a única sensação que ela conhecia.
Ela percebe que está em preto e branco enquanto os outros caminhantes parecem coloridos e ela sabe que um dia pode ser colorida também, ainda que um diabinho, que a perturba noite e dia, a faça perceber que algumas pessoas nasceram simplesmente para serem o que são: algumas são felizes e donas de seus destinos, outros nasceram pra catar os restos das migalhas que caem da mesa.
Saber que não havia nascido para ser feliz era a parte fácil de entender, cada religião no mundo tinha uma explicação para isto, aceitar que isto tinha que ser assim para sempre, era o seu desafio, era o que provocava o Inferno que ela trazia nos olhos, sem conseguir jamais livrar-se dele.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Porra de música da Adele!


Eu acordo pela manhã, a luz invade o quarto filtrada pela cortina da janela, eu sinto os braços dele ao meu redor. Quando eu abro os olhos ele sorri, então escondo meu rosto em seu peito e finjo que ele não está olhando para minha cara inchada, nem para o meu cabelo despenteado, mas sei que ele já estava fazendo isto a algum tempo. Eu sinto o cheiro dele, cheiro de pele, cheiro que eu não me esquecerei nem em um milhão de anos, nem do sorriso de todas as manhãs. Ele sussurra em meu ouvido que me ama e que eu estou linda, e que nunca vai me deixar. Eu olho em seus olhos brilhantes e sorrio, mas quando viro para o lado, encontro a cama tão vazia como em todos os outros dias, e aquilo que era minha rotina, quem diria, virou um sonho, lindo e distante. E o sorriso que amanhece em meu rosto se desfaz quando eu acordo e percebo que tenho que enfrentar o que sobrou de mim e da vida, e eu me canso constantemente de falar sobre o assunto, me nego a admitir aquilo que está em mim, que faz parte de mim, que sou eu, ainda que seja a parte que mais odeio em mim e que eu faço questão de ativar ouvindo Adele de madrugada, por alguma razão masoquista e burra.
Eu me pergunto porque faço isto, e um dia talvez eu encontre finalmente uma resposta, e talvez eu pare de me lamentar, talvez eu pare de postar vídeos na porcaria do meu mural na esperança idiota, de que ele leia e entenda, entenda e perceba que ele foi, mas que eu fiquei bem aqui e ainda não saí da droga do lugar.
Sabe meus amigos, constantemente eu penso em escrever coisas diferentes, penso em escrever coisas engraçadas, motivacionais, aterrorizantes e sempre acabo caindo aqui, me abrindo toda, me derramando pelos mesmos motivos, pelo mesmo babaca, cego, surdo e mudo, mas sobre tudo burro, idiota, arrogante que eu não quero ver nem pintado de ouro, nem se vier junto com o prêmio da mega sena, mas que eu não consigo deixar de amar. E o que posso te dizer? Te entendo se não quiser mais me ler, entendo meus amigos e minha mãe se me ignorarem, porra, eu faria isto! Eu entendo todo mundo, só não me entendo. Tento fazer isto descendo a Augusta, tento fazer isto subindo em outras camas, tento fazer isto lendo livros, escrevendo livros, tento, tento. Mas nada muda, nem o que eu sinto, nem o fato de que a cada dia sinto menos, nem o tamanho da tristeza de ter que abrir mão, dia após dia, de todo amor do mundo, que é o que eu tenho guardado dento dessa porcaria de coração, de mente, de alma, de corpo gordo, esperando, esperando pra cair nas mãos exatas, pra amanhecer em outros braços, pra sentir outros cheiros e escrever outros textos.
Sabe o que é esperança? É saber que o dia vai nascer e que nem que seja por um segundo, você vai ser feliz, como merece, como tem que ser, e meus poucos e caros amigos, eu sei que esse dia ainda há de chegar, mas enquanto não chega, tenham paciência, suportem meu egoísmo, meu egocentrismo, meio megalomaníaco, porque eu escrevo pra mim, mas escrevendo, acreditem ou não, eu só quero dar um pouquinho desse amor pra vocês!

O Alpinista


Eu odiava ver em teus olhos que você não me amava, mesmo que tivesse acabado de abrir a boca pra dizer.
Eu adorava ver nos teus olhos, o que eu realmente era pra você, quando olhava pra mim e sentir que você sentia: sentia que eu era inatingível, inalcançável e eu me arrependo tanto de não ter continuado assim: como aquela montanha que leva anos para se chegar ao topo, cheia de desafios e armadilhas e quando finalmente o topo é alcançado, grita, comemora, até que estar ali já não faz sentido, perde o tesão, olha pra baixo e diz: "Eu te venci vadia!" e desce a montanha, depois de tirar fotos e contar suas façanhas de aventureiro para os teus amigos e vai guardar aquele desafio tão grandioso como uma lembrança remota, de uma vitória tão deliciosamente conquistada.
E a montanha? A montanha permanece no mesmo lugar, suportando a marca dos teus passos se apagarem, vendo seu suor e suas lágrimas congelarem e tudo se tornar uma ranhura dolorosa em sua história. De ficar pensando em que outros desafios você foi enfrentar, de saber que nunca mais voltará, mas sabendo que algumas coisas que você deixou ficarão para sempre.
É tão fácil não ter preocupação com aquilo que não se ama, machucar e olhar para trás sorrindo quando tudo o que você viveu já não significa nada, e quem de nós já não fez isto? Quem de nós já não abandonou, e deixou pra lá, e abriu mão de tudo e se esqueceu de rostos e de cheiros e sem preocupações com quem foi deixado para trás?
Eu tinha pena dos alpinistas que quebravam a perna, só não entendia que essa era a tentativa da montanha de fazê-lo ficar um pouco mais.

domingo, 5 de agosto de 2012

Coisas sem propósito


Hoje eu queria escrever, mas não sabia como. Queria que quando ele lesse, não entendesse que é pra ele. Aí lembrei: eu quero mais é que se foda o que a maioria das pessoas acham, por que diabos eu me importaria com ele?
Hoje eu queria falar de amor, dizer sobre tudo de bom que me aconteceu neste final de semana, mas... Ah é, não aconteceu quase nada de bom.
Não confunda as coisas, meu amado leitor, a resposta ainda é não: Não estou apaixonada. É que as vezes cansa, sabe. Cansa sentir que você é uma coisinha rastejando no mundo que ninguém quer, às vezes, e só às vezes, eu queria alguém para quem eu pudesse falar certas coisas, por quem eu pudesse sentir qualquer coisa, mas no final das contas, não quero mais sentir nada.
Quero falar que queria dar mais do que a porcaria que está no meio das minhas pernas, quero falar que queria dar amor, ainda que fosse um pouco, dar atenção, só pra não perder o costume e rir, até perder o ar....
Queria falar, mas não vou.